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A perda desconhecida nos comércios portugueses aumentará 28% na campanha de Natal

November 3, 2016

O índice de perda dos comércios portugueses aumentará 28% na próxima campanha de Natal em comparação com o resto do ano. Assim o prevê o Estudo sobre a Perda no Sector Retalhista na Campanha de Natal 2016 que realizou o investigador Ernie Deyle com o patrocínio da Checkpoint Systems e que desmentem que as lojas façam o ano nesta temporada de compras.

O relatório destaca que o paradoxo económico que supõe para os comércios dos 13 países analisados na próxima campanha de Natal entre Outubro e Dezembro, quando os retalhistas registam ao mesmo tempo os maiores ganhos do ano e da maior perda desconhecida. No caso de Portugal, o estudo prevê um aumento das vendas em 27% com relação ao resto do ano, mas o aumento da perda em 28% tornará amargo, em parte, esse doce natalício. De facto, o último trimestre concentrará 35% da perda desconhecida anual.

O furto nos comércios é uma das chaves desta problemática. Artigos de moda, brinquedos para crianças, comida gourmet e produtos de cosmética serão, provavelmente, os produtos mais furtados. A maior afluência de compradores, o tipo de mercadoria, de maior valor, e a variedade de artigos, assim como a justificação do furto por parte de algumas pessoas se é para ter uma prenda para um familiar, explicam este aumento.

Promoções agressivas e ofertas para vendar o máximo de produtos, o objectivo de reduzir stocks e os erros de operação e de inventário numa época de exigência máxima como é o Natal agravam esta problemática que se vai reflectir nas contas de resultados.

Medidas contra a perda

O relatório assinala que, para a maioria dos distribuidores, o inventário e a sua gestão representam o custo mais importante para as empresas retalhistas. Ainda que reduzir o inventário faz com que os custos diminuam, também pode propiciar rupturas de stock, perda de vendas e clientes descontentes. Encontrar o equilíbrio é chave para a rentabilidade e o crescimento, especialmente num contexto multicanal. Para o conseguir, os responsáveis do estudo aconselham o uso de ferramentas de análise de dados e estratégias de gestão de inventário juntamente com tecnologias como a RFID que proporcionam uma visibilidade total da mercadoria ao longo da cadeia de distribuição, desde os centros de distribuição e os armazéns até às prateleiras dos comércios.

Outras medidas que recomenda o estudo passam por manter os standards operativos do resto do ano, ser precisos enquanto às expectativas económicas, planificar os pedidos de artigos de época frente a uma campanha como a do Natal que, cada vez mais, começa mais cedo, investir em tecnologia como a EAS (Protecção Electrónica de Artigos) e formar os empregados para que façam frente às complexidades da campanha de Natal.